Genericamente,
o termo “espiritualidade” vem sendo aplicado para
definir a fé e todos os elementos que com ela se relacionam.
O termo define tanto o relacionamento do crente com o seu objeto
de fé, como o conjunto de comportamentos e atitudes que
emanam da fé.
Modernamente
essa terminologia tem sido muito mal entendida em virtude da
diversificação de cultos, religiões, crenças
e crendices. Inclusive até nos meios evangélicos
tem sido difícil entender alguns tipos de “espiritualidades”,
pois são muitas as doutrinas colocadas nas vitrines por
aqueles que, em busca de prosélitos, numa corrida frenética
e mercantilista, mercadejam a Palavra de Deus. Com isso, a verdadeira
espiritualidade cristã tem sido confundida com uma série
de comportamentos e atitudes que não têm nenhuma
ligação e embasamento com a Palavra de Deus. Nesse
contexto, a tendência contemporânea tem sido reduzir
o Evangelho de Cristo a qualquer coisa que vem em nome da fé.
O teólogo peruano, Samuel Escobar, diz que uma espiritualidade
que dispensa a necessidade de arrependimento e de frutos, visando
apenas os aspectos sociais, políticos e econômicos,
não pode ser chamada de Cristianismo e sim de religiosidade.
A verdadeira espiritualidade cristã tem que estar, prioritariamente,
fundamentada nos ensinamentos de Cristo, segundo os relatos
da Palavra de Deus, O escritor colombiano Harld Carmona diz
que boa parte da espiritualidade moderna é puramente
uma mística sem ética, uma emoção
sem missão e uma especulação sem meta.
Nesse cenário, a verdadeira liderança cristã
tem o grande desafio de estar aberta para o aprendizado, para
mudanças e para o crescimento, e ao mesmo tempo o desafio
de assumir posição contra as novidades que vêm
recheadas de subterfúgios, artifícios e estratégias,
que têm como objetivos ludibriar a boa fé daqueles
que devem ser alvos do nosso amor e da nossa misericórdia.
Não
é o apego cego às nossas tradições
e ao nosso conservadorismo, nem tão pouco a permissividade
a as aberturas afoitas e irresponsáveis, que vão
definir o nosso êxito ministerial e a boa qualidade da
nossa fé e da nossa espiritualidade. Muito mas vale o
esforço coletivo, individual e permanente, na tentativa
de fundir o nosso horizonte com o horizonte de Cristo, ao ponto
de vermos como ele vê, pensar como ele pensa e sentir
como ele sente.
Pr.
Expedito Ferreira de Melo